sexta-feira, 9 de julho de 2010

Om Mani Padme Hum

Há duas opções para seguir vivendo: Feliz ou infeliz.

Acho que devemos praticar seja o que for daquilo que nos possa levar ao estado mental de maior equilíbrio e serenidade.

Andei atormentada pela novidade da crise económica do mundo e no seio familiar... Sofri uns tempos achando que fizemos algo de errado ao longo da vida profissional, mas não...
Compreendo que muito do que vivemos hoje é fruto daquilo que pensamos ontem.
Sempre tive medo de não chegar onde queria e este medo me construiu um caminho de indecisões e dúvidas. Continuei sem perceber que ainda fazia na minha mente mais alguns quilómetros para andar...

Agora despertei e descobri que a engenharia da estrada que ainda me falta caminhar, depende de mim mesma.

Inspirei e expirei levemente deixando entrar os maus pensamentos e imediatamente colocando-os para fora purificado pela minha compreensão.

Aprendi a canção que me leva à limpeza mental: OM MANI PADME HUM que me deixa leve de pensamentos, de ideias pré-concebidas, de vivências passadas ou desejos de futuro.
Enquanto entoo a canção, a mente não encontra espaço para maquinações absurdas, mas sim, encontra uma calma em um lugar que só existe no interior de cada um.

Não me converti em religião alguma. A utilizo como veículo para chegar o mais rapidamente possível à compreensão e entendimento de tudo o que está acontecendo comigo e com os outros.

Digamos que no momento em que estou conectada com o meu interior, não penso em facturas, em más atitudes, em sofrimentos... mas sim, vejo e revejo na minha mente o mundo da forma que imagino e como gostaria de estar neste exacto momento.

Esta estrada que construo hoje, é a estrada que andarei amanhã.

Mani - para alcançar a iluminação
Padme - porque a flor de Lotus nasce na lama e não se contamina
Hum - finalmente para alcançar a sabedoria

Bem haja!

Joice Worm

2 comentários:

Léo Metallica disse...

A vida é uma estrada, por horas, há buracos no caminho que precisam ser contornados ou tapados, uma ponte quebrada que precise que eu desvie do caminho ou a reerga e pedestres atravessando na frente que precisam que eu freie ou oriente-os.

Agora você se pergunta se é o condutor, ou o caminhante.

O condutor que contorna os buracos, desvia do caminho da ponte quebrada e que freia diante das pessoas

Ou o caminhante que tapa os buracos, constróia a ponte e orienta os pedestres sem rumo.

E aí?

As vezes optar pelo caminho mais fácil nos leva a lugares das quais ainda não estamos preparados, ao contrário daquele que venceu os obstáculos e chegou lá na frente com o conhecimento e sabedoria.

Direto do Rio.
Beijos.

Joice Worm disse...

Haha...
Eu cá já cai nos buracos, já os contornei, já sei que estão lá e já vou caminhando por outro lado.
Digamos que aprendi alguma coisa, Léo.

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